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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Santa Ana e São Joaquim

Santa Ana e São Joaquim
A Sagrada Escritura nada afirma sobre Ana e Joaquim. Todos os dados sobre os dois são derivados do proto-evangelho de Tiago, um evangelho apócrifo do séc. I, citado por Orígenes, são Clemente, são Justino e santo Epifânio, entre outros padres da Igreja.

Apesar de ser baseado em um escrito apócrifo, a Tradição cristã acolheu o relato sobre sant'Ana e são Joaquim, e inclusive incorporou-os ao seu calendário litúrgico. Isso quer dizer que não somos obrigados a aceitar o relato do proto-evangelho de Tiago como verdade de fé, o que inclusive a Igreja não afirma; mas podemos considerar que em tal narrativa pode haver algum relato histórico. E, ainda que a história narrada  seja resultado de alguma lenda ou apenas uma história piedosa das primeiras comunidades cristãs,

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

"Ó Emanuel..."

Presépios na Paróquia Divino Pai Eterno, em Anápolis - GO


23 de dezembro

Ó Emanuel,
nosso rei e legislador,
esperança e salvador das nações,
Vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"Ó Rei das Nações..."



22 de dezembro

Ó Rei das nações
e objeto de seus desejos,
pedra angular que reunis em vós judeus e gentios:
Vinde e salvai o homem que do limo formastes.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"Ó Chave de Davi..."

Genealogia de Jesus Cristo, de Davi a Cristo

20 de dezembro

Ó Chave de Davi

o cetro da casa de Israel

que abris e ninguém fecha;
fechais e ninguém abre:
Vinde e libertai da prisão o cativo
assentado nas trevas e à sombra da morte


domingo, 18 de dezembro de 2011

"Ó Raiz de Jessé..."


19 de dezembro


Ó Raiz de Jessé

erguida como estandarte dos povos,
em cuja presença os reis se calarão
e a quem as nações invocarão,
Vinde libertar-nos; não tardeis jamais.

"Ó Adonai..."


18 de dezembro


Ó Adonai, guia da casa de Israel,
que aparecestes a Moisés na chama do fogo
no meio da sarça ardente e lhe deste a lei no Sinai
Vinde resgatar-nos pelo poder do Vosso braço.

Adonai é a palavra hebraica usada ao se ler a Escritura para não se pronunciar o Nome do Senhor, o Tetagrama YHWY. Quer dizer: o meu Senhor, e é referência direta à divindade, aqui aplicada diretamente a Cristo. A referência ao episódio de Moisés na sarça ardente e à entrega da Lei no Sinai reforça a afirmação da divindade de Cristo e o coloca diretamente no centro da ação salvadora no Antigo Testamento. Por isso, suplica-se que venha salvar-nos pelo seu poder.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Símbolos do Natal: As Antífonas do O



As Antífonas do Ó são sete antífonas especiais, cantadas no Tempo do Advento, especialmente de 17 a 23 de dezembro antes e depois do Magnificat, na hora canônica das Vésperas. São assim chamadas porque tem início com esse vocativo e foram compostas entre o século VII e o século VIII, sendo um compêndio de cristologia da antiga Igreja, um resumo expressivo do desejo de salvação, tanto de Israel no Antigo Testamento, como da Igreja no Novo Testamento. São orações curtas, dirigidas a Cristo, que resumem o espírito do Advento e do Natal. Expressam a admiração da Igreja diante do mistério de Deus feito Homem, buscando a compreensão cada vez mais profunda de seu mistério e a súplica final urgente: «Vem, não tardes mais!». Todas as sete antífonas são súplicas a Cristo, em cada dia, invocado com um título diferente, um título messiânico tomado do Antigo Testamento.
A reforma litúrgica pós Vaticano II, ao introduzir o vernáculo na liturgia, não esqueceu os textos das Antífonas do Ó, veneráveis pela antiguidade e atribuídos por muitos ao Papa Gregório Magno (+604). Ela os valorizou ainda mais com aclamação ao Evangelho da Missa, além de conservá-los como antífonas do Magnificat. Cada antífona é composta de uma invocação, ligada a um símbolo do Messias, e de uma súplica, introduzida pelo verbo "vir".
Se lidas em sentido inverso, isto é, da última para a primeira, as iniciais latinas da primeira palavra depois da interjeição «Ó», resultam no acróstico «ERO CRAS», que significa «serei amanhã, virei amanhã», que é a resposta do Messias à súplica dos fiéis.

Extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%ADfonas_do_%C3%93

domingo, 5 de junho de 2011

Septenário do Divino Espírito Santo


Introdução (Para todos os dias)

V.: Vinde ó Deus em meu auxílio.
R.: Socorrei-nos sem demora.


Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no príncipio, agora e sempre. Amém.

sábado, 23 de abril de 2011

Rubricas do Tríduo Pascal: Vigília Pascal


  • Esta noite deve se celebrar em honra do Senhor, e esta Vigília é a mãe de todas as Vigílias.
  • A Igreja mantém-se de vigia à espera da Ressurreição do seu Senhor, e celebra-a com os Sacramentos da Iniciação Cristã.
  • A Vigília deve ser celebrada à noite: não deve iniciar antes do anoitecer e deve terminar antes de amanhecer.
Deve-se preparar:
  • O necessário para a celebração da missa ordinária
Para a benção do fogo:
  • Fogueira (em um lugar fora da igreja)
  • O círio pascal
  • Cinco cravos ou grãos de incenso
  • Utensílio para acender o círio (pode ser uma vela)
  • Lâmpada para iluminar os textos
  • Velas para os que participam da Vigília
  • Pinça para tirar brasas do fogo novo para o turíbulo
Para o precônio pascal:
  • Candelabro para o círio pascal, junto ao ambão
Para a liturgia batismal:
  • Recipiente com água (pode ser a própria pia batismal)
  • O que for necessário caso se administrem os sacramentos da iniciação (óleo dos catecúmenos, Santo Crisma, vela batismal, Rituais)
Observações:
  • As luzes da igreja devem estar apagadas
  • A fogueira deve ser realmente visível e iluminar
  • Paramentos de cor branca, com a maior solenidade
  • Não se leva cruz processional
  • As velas do altar permanecem apagadas até o canto do Glória

Benção do fogo e preparação do Círio Pascal

  • Na sacristia ou em outro lugar adequado, o celebrante, diácono e concelebrantes revestem-se de paramentos de cor branca para a Santa Missa.
  • O celebrante, acompanhado por seus auxiliares, dirige-se ao local onde o povo está reunido. À frente, vai um acólito ou ministro com o círio pascal.
    • Não se levam cruz processional ou velas acesas.
    • O turíbulo se leva sem brasas.
  • De pé, diante do povo, o celebrante dá início à celebração e explica com breves palavras o sentido desta celebração, usando as palavras do Missal ou outras semelhantes.
  • Em seguida, o celebrante benze o fogo, dizendo a oração com as mãos estendidas. Terminada a oração, acende o Círio Pascal com o fogo novo, sem dizer nada.
    • O turiferário retira brasas do fogo novo para acender o turíbulo.
  • Depois de benzido o fogo novo, o acólito leva o Círio Pascal ao celebrante que, de pé, grava uma cruz no próprio Círio, e outros símbolos, conforme descrito no Missal.
  • Depois de confeccionado o Círio, o celebrante põe incenso no turíbulo e, se houver diácono, este recebe o Círio Pascal, ou o mesmo é levado pelo próprio celebrante.
  • Organiza-se a procissão que entra na igreja:
    • À frente vai o turiferário, seguido pelo diácono ou pelo celebrante com o círio pascal, os demais assistentes e o povo.
    • À porta da igreja, o diácono para e ergue o Círio e entoa o canto “Eis a luz de Cristo”, e apenas o celebrante acende a sua vela no círio.
    • No meio da igreja, o diácono ou o celebrante canta uma segunda vez, e os fiéis acendem suas velas no círio pascal, passando o lume de uns aos outros.
    • Ao chegar ao altar, o diácono ou o celebrante para e canta um terceira vez, voltado para o povo. Em seguida, coloca o Círio no candelabro para ele preparado, junto ao ambão.
    • Acendem-se as luzes todas da igreja
  • Chegado ao presbitério, o celebrante se dirige para a cadeira presidencial, entrega a sua vela acesa ao diácono e põe incenso no turíbulo, como para o Evangelho da Missa.
    • Se o diácono proclama o Precônio, pede e recebe a benção, conforme descrito no Missal.
  • O diácono ou o celebrante incensa o livro e o círio e canta o Precônio do ambão.
    • Se, por razões pastorais, um cantor proclamar o Precônio pascal, o sacerdote incenso o livro e o círio. O cantor deve omitir a parte das palavras “E vós, que estais aqui” até o fim do convite e a saudação “O Senhor esteja convosco”.

Liturgia da Palavra

  • Terminado o Precônio pascal, todos apagam as velas e sentam-se.
  • Antes das leituras iniciarem-se, o celebrante ou o diácono faz breve monição, com as palavras que vêm no Missal ou outras semelhantes.
  • São propostas nove leituras: sete do Antigo Testamento e duas do Novo (Epístola e Evangelho).
    • Por razões pastorais, podem-se reduzir o número de leituras do Antigo Testamento, de modo a que sejam no mínimo quatro e não se omita a leitura do capítulo 14 do Êxodo.
  • Após cada leitura, segue-se o seu salmo e a oração do “Oremos”, a qual deve ser feita sempre de pé.
  • Após a última leitura do Antigo Testamento, com seu responsório e oração, entoa-se solenemente o hino “Glória a Deus nas alturas”, enquanto se acende as velas do altar e se tocam os sinos.
  • Após o Glória, reza-se a oração coleta e se proclama a leitura da Epístola, enquanto todos se sentam.
  • Terminada a epístola, o diácono ou um leitor pode dirigir-se ao celebrante e dizer-lhe: “Reverendo Padre, eu vos anuncio uma grande alegria: o Aleluia”. Após este anúncio, ou mesmo sem ele, todos se levantam. O celebrante entoa solenemente o aleluia, por três vezes, subindo gradualmente de tom, e o povo repete-o no mesmo tom.
  • O salmista ou cantor recita o salmo, e o povo responde com aleluias.
  • O celebrante põe incenso no turíbulo e dá a benção ao diácono, como de costume.
  • Não se levam velas para a proclamação do Evangelho.
  • Após o Evangelho, faz-se a homilia.

Liturgia Batismal

  • A Liturgia Batismal pode se efetuar no próprio batistério, caso o mesmo seja visível aos fiéis. Caso contrário, coloque-se o recipiente com água no próprio presbitério.
  • Se houver batismo, faz-se a chamada e a apresentação dos catecúmenos, apresentados pelos padrinhos, caso sejam crianças.
  • O celebrante faz a exortação ao povo, conforme haja ou não batismo.
  • Entoa-se em seguida a ladainha.
    • Se a distância ao batistério é grande, a ladainha se canta durante a procissão, a qual é precedida pelo Círio pascal, seguido pelos catecúmenos com seus padrinhos e pelos celebrante e seus auxiliares.
    • Se não houver batismo nem benção da água batismal, omite-se a ladainha e procede-se à benção da água.
    • A ladainha se faz de pé, por ser tempo pascal.
  • Terminada a ladainha, se houver batismo, o celebrante, de mãos unidas, diz a oração indicada no Missal.
    • Caso não haja batismo, segue diretamente à benção da água batismal.
  • Durante a benção da água batismal, no momento indicado, se for oportuno, o celebrante imerge o círio uma ou três vezes na água, conforme indicado no missal.
  • Se houver batismo, segue-se a renúncia ao demônio, a profissão de fé e o Batismo.
  • Se não houver batismo ou mesmo após este, o celebrante recebe abençoa a água para aspersão dos fiéis e recebe a renovação das promessas batismais dos fiéis, que se conservam de pé, com as velas acesas nas mãos.
  • Terminada a renovação das promessas batismais, o celebrante asperge o povo com a água benta.
    • Se houver neófitos (batizados), estes são conduzidos para tomar seu lugar entre o povo.
    • Se a benção da água batismal tiver sido feita fora do batistério, o diácono e alguns assistentes a conduzem à pia batismal.
  • Após a aspersão dos fiéis, omite-se o Credo, e o celebrante prossegue com a Oração Universal.

Liturgia Eucarística

  • Segue-se a Liturgia Eucarística, como no Ordinário.
  • Podem se fazer menção dos batizados segundo as fórmulas do Missal e do Ritual.
  • Antes da Comunhão, pode se fazer breve monição aos que receberão a Iniciação.

Ritos finais

  • À fórmula habitual de despedida dos fiéis (“Ide em paz”), acrescenta-se um duplo Aleluia, e o mesmo fazem os fiéis na resposta.
  • O Tríduo Pascal encerra-se nas Segundas Vésperas do Domingo da Páscoa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cronologia da Semana Santa: Terça-feira Santa (11 de Nisã)

Para os judeus, o dia 11 de Nisã é o dia da escolha do cordeiro pascal (Ex 12, 3). É no contexto desse dia que se pode inserir a traição de Judas (Mt 26,14; Mc 14, 10-11; Lc 22, 3-6). Assim, é no décimo primeiro dia que os chefes dos sacerdotes "escolhem" o seu cordeiro sem defeito, para o sacrifício pascal.

Terça-feira Santa (11 de Nisã)

A figueira seca (Mc 11, 20). Marcos insere a conclusão do episódio da figueira seca no dia seguinte aos acontecimentos de 10 de Nisã, mas com o mesmo simbolismo de Mateus.

Marcos insere aqui os discursos e discussões apresentados por Mateus no dia anterior:
Discussão sobre a autoridade de Jesus (Mc 11, 27-33)
Parábola dos vinhateiros homicidas (Mc 12, 1-12)

O dia em Mateus parece iniciar-se com o discurso sobre o banquete nupcial (Mt 22, 1-14; cf. Lc 14, 16-24). Depois, há a discussão sobre o tributo a César, inserido no mesmo contexto pelos outros sinóticos (Mt 22, 15-22; Mc 12, 13-17; Lc 20, 20-26); a discussão com os saduceus sobre a ressurreição dos mortos (Mt 22, 23-33; Mc 12, 18-27; Lc 20, 27-40); a disputa sobre o maior mandamento, contra os fariseus, a qual é apresentada por Lucas em outro contexto histórico (Mt 22, 34-40; Mc 12, 28-31); a pergunta de Jesus sobre a divindade do Cristo (Mt 22, 41-46; Mc 12, 35-37; Lc 20, 41-44), parte esta que pode considerar-se em Marcos como pertencente à quarta-feira.  Nesse contexto, pode se considerar encerrado o dia em Mateus.

domingo, 17 de abril de 2011

Cronologia da Semana Santa: Segunda-feira Santa (10 de Nisã)

Os dias que precedem a ceia pascal são marcados por discursos e debates em Jerusalém. Mateus apresenta uma série destes, sem muita preocupação cronológica, mas é possível dividi-los em dias.

Lucas, igualmente, não delimita os dias, mas apresenta os discursos sem uma ordem cronológica determinada. Os dias de segunda a quarta-feira são apresentados como dias de ensino no Templo e vigília ao relento no monte das Oliveiras (Lc 21, 37). Dessa forma, Lucas não fala da estadia de Cristo em Betania, como o fazem os outros dois sinóticos.

Segunda-feira Santa: 10 de Nisã

Maldição da  figueira: Mt 21, 18-22, Mc 11, 12-14. Mateus diverge de Marcos, pois apresenta a figueira secando instantaneamente, enquanto Marcos mostra a maldição na segunda e a figueira seca no dia seguinte. Mas o significado é o mesmo: o povo judeu não produziu os frutos esperados.

Expulsão dos vendilhões do templo: Mc 11, 12-14. Apenas Marcos coloca este fato na segunda, enquanto Mateus e Lucas  o apresentam no próprio domingo. Com esse evento, Marcos marca o fim do dia.

Mateus apresenta então uma discussão e duas parábolas neste dia:
Discussão sobre a autoridade de Jesus: Mt 21, 23-27
Parábola dos dois filhos: Mt, 21, 28-32
Parábola dos vinhateiros homicidas: Mt 21, 33-45

O versículo 45 parece indicar o término da ação daquele dia, enquanto o primeiro versículo do capítulo 22 indica uma continuidade de alguma coisa interrompida (Jesus voltou a falar-lhes...).

Rubricas do Tríduo Pascal: Missa da Ceia do Senhor



  • Esta Missa dá início ao Tríduo Pascal.

  • Propõe-se comemorar aquela última Ceia na qual o Senhor amou até o fim os seus e ofereceu ao Pai o seu Corpo e o Sangue e mandou aos seus apóstolos que os oferecessem também.
  • Nesta Missa se faz memória:
    • Da Instituição da Eucaristia
    • Da instituição do sacerdócio
    • Do amor com que Jesus nos amou até a morte.
Deve-se preparar:
  • O que é necessário para a missa ordinária
No presbitério:
  • Âmbula com hóstias para comunhões do dia seguinte
  • Véu umeral
  • Tochas e velas
No lugar do lava-pés:
  • Assentos para os homens designados
  • Jarro com bacia e água
  • Toalha para enxugar os pés
  • O necessário para lavar as mãos (jarro com água e bacia, sabonete, manustérgio)
Na capela de reposição:
  • Flores e outros objetos para ornamentação
  • Sacrário para reposição
Rito

Ritos iniciais

  • A Missa segue-se como no Ordinário.
  • Entoa-se o hino do Glória, durante o qual tocam-se os sinos, que se calam após este toque até a Vigília Pascal.

Liturgia da Palavra

  • Liturgia da Palavra como no ordinário.
  • Terminada a homilia, procede-se ao Lava-pés.
    • Os homens escolhidos são conduzidos ao lugar preparado.
    • O celebrante depõe a casula e cinge-se com a toalha ou, caso haja, com o gremial.
    • O celebrante aproxima-se de cada um dos escolhidos e derrama água sobre seus pés,e enxuga-os, com auxílio do diácono.
    • Depois do lava-pés, o celebrante lava as mãos, reveste a casula e volta à cadeira presidencial.
  • Não se recita o Credo, seguindo-se imediatamente a oração universal.

Oração Eucarística

  • Para a Procissão das Oferendas, pode-se organizar uma procissão de fiéis com dádivas para os pobres (alimentos, roupas ou outros).
    • Também pode-se entrar com os óleos consagrados na Missa do Crisma.
  • Da preparação das ofertas até a Comunhão, procede-se como no Ordinário.
    • Não se tocam os sinos na Consagração.

Transladação do Santíssimo Sacramento

  • Os ritos finais serão omitidos.
  • Após a comunhão, as reservas eucarísticas são deixadas sobre o altar e reza-se a Oração após a Comunhão.
  • Após esta oração, o celebrante, de pé diante do altar, põe incenso no turíbulo e benze-o. ajoelhando-se incensa o Santíssimo Sacramento.
    • Em seguida, o celebrante recebe o véu de ombros, sobe ao altar, genuflete e, ajudado pelo diácono ou por outro ministro idôneo, recebe as âmbulas nas mãos, cobertas com as extremidades do véu.
  • Organiza-se a procissão através da igreja até o lugar de reposição, seguindo-se pelo caminho mais curto.
    • À frente vai a cruz, ladeada por velas acesas.
    • Seguem o diácono e concelebrantes.
    • Turiferário com turíbulo fumegante
    • O celebrante com o Santíssimo Sacramento, ladeado por velas.
    • Demais assistentes e fiéis.
  • Chegado ao lugar de reposição, o celebrante depõe a âmbula no altar ou no Sacrário, deixando a porta aberta.
    • Entoa-se o Tão sublime, enquanto o Santíssimo Sacramento é incensado pelo celebrante, de joelhos. Em seguida, introduz-se o Santíssimo no sacrário ou fecha-se a porta.
    • Após breve oração, todos se retiram em silêncio para a sacristia.
  • Em momento oportuno, o Altar deve ser desnudo e as cruzes da igreja devem ser retiradas ou cobertas.
  • As luzes do sacrário vazio devem ser apagadas.
  • Após a meia-noite, a adoração deve ser feita sem solenidade, e, se possível, em silêncio.

sábado, 16 de abril de 2011

Cronologia da Semana Santa: Domingo de Ramos (9 de Nisã)

Durante a Semana Santa, trazemos novamente à memória a última semana de vida terrena de nosso Salvador, Jesus Cristo. Há certas dificuldades em se elaborar uma cronologia destes acontecimentos, devido a "divergências" entre os evangelistas, os quais colocam alguns fatos em um dia ou em outro, como é o caso da refeição em Betânia, colocada por Mateus na quarta-feira (Mt 26,6) e apresentada por João nas vésperas do domingo (Jo 12,1).

Mas estas aparentes contradições apenas reforçam a veracidade do testemunho evangélico, em vez de desacreditá-lo, mostrando que cada um dos dois evangelistas e apóstolos os apresentam conforme os viveram e deles se lembram ao narrá-los.

Domingo de Ramos (9 de Nisã)

Maria unge os pés
de Jesus
Vésperas do domingo (sábado após o pôr-do-sol):
Jantar na presença de Marta, Maria e Lázaro, onde Maria unge Jesus com nardo puríssimo (Jo 12,1-11). Mateus e Marcos apresentam esse fato na quarta-feira (Mt 26,6; Mc 14, 1) e dão alguns detalhes, como o nome do anfitrião (Simão, o leproso)

Domingo pela manhã
(Seguindo pela cronologia apresentada no Evangelho de João. O dia seguinte em Jo 12, 12, é provavelmente a manhã do dia 9 de Nisã, já que o dia judaico inicia-se no pôr-do-sol da véspera)

Entrada Messiânica de Jesus em
Jerusalém
Entrada messiânica de Jesus em Jerusalém (Mt, 21,1-11; Mc  11, 1-10; Lc 19,28-40; Jo 12,12-16)

Marcos encerra aqui a atividade messiânica de Jesus, após entrada deste no Templo para observá-lo (Mc 11, 10)

Lucas insere no contexto da entrada de Jesus em Jerusalém o lamento e o choro de Jesus sobre a cidade (Lc 19, 41-44)

Expulsão dos vendilhões do Templo (Mt 21, 12-17; Lc 19,45-48). Marcos coloca-o na segunda-feira; João insere essa passagem no contexto da primeira ida de Jesus a Jerusalém, três anos antes da Paixão (Jo 2, 13)

Ensino no Templo (Lc 19, 47-48)

João apresenta a seguir uma discussão sobre a glorificação e a identidade do Filho do Homem, sendo difícil precisar o dia em que a mesma acontece (Jo 12, 20-36)

À tarde, Jesus retorna para Betânia (Mt 12,17; Mc 11,11)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo

AO DEUS IMORTAL, INVENCÍVEL E TODO-PODEROSO
A HONRA, A GLÓRIA E O LOUVOR
PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS.
AMÉM.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ano Litúrgico




O Ano Litúrgico é o tempo que marca as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não é como o ano civil, que começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de dezembro, mas começa no 1º domingo do Advento e termina no último sábado do tempo comum, que é na véspera do 1º domingo do Advento.
ADVENTO
Início: 4 domingos antes do Natal
Término: 24 de dezembro à tarde
Cor: Roxa

O Tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que comemoramos a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, se voltam os corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por esse duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa expectativa da vinda do Messias, além de se apresentar como um tempo de purificação de vida. O tempo do Advento inicia-se quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de Dezembro, desembocando na comemoração do nascimento de Cristo. É um tempo de festa, mas de alegria moderada.
NATAL
Início: 25 de dezembro
Término: Na festa do Batismo de Jesus
Cor: Branca

Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, pois o Natal é um tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus que se fez Homem. O tempo do Natal vai da véspera do Natal de Nosso Senhor até o domingo depois da festa da Epifania, em que se comemora o Batismo de Jesus. No ciclo do Natal são celebradas as festas da Sagrada Família, de Santa Maria, Mãe de Deus e do Batismo de Jesus.

QUARESMA
Início: Quarta-Feira das Cinzas
Término: Quarta-feira da Semana Santa
Cor: Roxa

O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura cerca de quarenta dias. Neste período não se diz o Aleluia, nem se colocam flores na Igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Glória, para que as manifestações de alegria sejam expressadas de forma mais intensa no tempo que se segue, a Páscoa. A Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, e termina na manhã de Quinta-feira Santa. Seu período mais expressivo é a Semana Santa, lembrança da última semana de Jesus na terra, que se inicia no Domingo de Ramos e termina no Tríduo Pascal.
Tríduo Pascal
O Tríduo Pascal começa com a Missa da Santa Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa. Neste dia, é celebrada a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e comemora-se o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos discípulos.

Na Sexta-Feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. É o único dia do ano que não tem Missa, acontece apenas uma Celebração da Paixão do Senhor.

Durante o Sábado Santo, a Igreja não exerce qualquer ato litúrgico, permanecendo em contemplação de Jesus morto e sepultado.

Na noite de Sábado Santo, já pertencente ao Domingo de Páscoa, acontece a solene Vigília pascal. Conclui-se, então, o Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-Feira, Sexta-Feira e o Sábado Santo, que prepara o ponto máximo da Páscoa: o Domingo da Ressurreição.

PÁSCOA
Início: Domingo de Páscoa (Tríduo Pascal)
Término: No Pentecostes
Cor: Branca

A Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, se estende por cinquenta dias entre o domingo de Páscoa e o domingo de Pentecostes, comemorando a volta de Cristo ao Pai na Ascensão, e o envio do Espírito Santo. Estas sete semanas devem ser celebradas com alegria e exultação, como se fosse um só dia de festa, ou, melhor ainda, como se fossem um grande domingo, vivendo uma espiritualidade de alegria no Cristo Ressuscitado e crendo firmemente na vida eterna.

TEMPO COMUM
Início: 2ª feira após o Batismo de Jesus
Término: Véspera da Quarta-feira das Cinzas
Início: Segunda-feira após o Pentecostes
Término: Véspera do 1º Domingo do Advento
Cor: Verde

Além dos tempos que têm características próprias, restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade os Mistérios de Cristo.

Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. É um período sem grandes acontecimentos, mas que nos mostra que Deus se faz presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança acolhimento da Palavra de Deus. Este tempo é chamado de Tempo Comum, mas não tem nada de vazio. É o tempo da Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e no trabalho pelo Reino. O Tempo Comum é dividido em duas partes: a primeira fica compreendida entre os tempos do Natal e da Quaresma; a segunda parte fica entre os tempos da Páscoa e do Advento, e é o momento do cristão colocar em prática a vivência do reino e ser sinal de Cristo no mundo, ou como o mesmo Jesus disse, ser sal da terra e luz do mundo.

Fonte: Apostila de coroinhas, Rodrigo Demetrio