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sábado, 1 de janeiro de 2011

Epifania




Epifania significa "manifestação". Jesus se dá a conhecer. Embora Jesus tenha aparecido em diferentes momentos a diferentes pessoas, a Igreja celebra como Epifanias três eventos:

Epifania aos Reis Magos (Mt 2, 1-12)

Epifania a São João Batista no Jordão

Epifania a seus discípulos e começo de Sua vida pública com o milagre em Caná.

A Epifania que mais celebramos no Natal é a primeira.


A festa da Epifania tem sua origem na Igreja do Oriente. Diferentemente da Europa, no dia 6 de janeiro tanto no Egito como na Arábia se celebra o solstício, festejando o sol vitorioso com evocações míticas muito antigas. Epifanio explica que os pagãos celebravam o solstício invernal e o aumento da luz aos treze dias desta mudança; nos diz também que os pagãos faziam uma festa significativa e suntuosa no templo de Coré. Cosme de Jerusalém conta que os pagãos celebravam uma festa muito antes dos cristãos com ritos noturnos nos quais gritavam: "a virgem deu à luz, a luz cresce".

Entre os anos 120 e 140 dC os gnósticos

trataram de cristianizar estes festejos celebrando o batismo de Jesus. Seguindo a crença gnóstica, os cristãos de Basílides celebravam a Encarnação do Verbo na humanidade de Jesus quando foi batizado. Epifanio trata de dar-lhes um sentido cristão ao dizer que Cristo demonstra assim ser a verdadeira luz e os cristãos celebram seu nascimento.

Até o século IV a Igreja começou a celebrar neste dia a Epifania do Senhor. Assim como a festa de Natal no ocidente, a Epifania nasce contemporaneamente no Oriente como resposta da Igreja à celebração solar pagã que tentam substituir. Assim se explica que a Epifania no oriente se chama: Hagia phota, quer dizer, a santa luz.

Esta festa nascida no Oriente já era celebrada na Gália a meados do séc. IV onde se encontram vestígios de ter sido uma grande festa para o ano 361 dC. A celebração desta festa é um pouco posterior à do Natal.

Os Reis Magos


Enquanto no Oriente a Epifania é a festa da Encarnação, no Ocidente se celebra com esta festa a revelação de Jesus ao mundo pagão, a verdadeira Epifania. A celebração gira em torno à adoração à qual foi sujeito o Menino Jesus por parte dos três Reis Magos (Mt 2 1-12) como símbolo do reconhecimento do mundo pagão de que Cristo é o salvador de toda a humanidade.

De acordo com a tradição da Igreja do século I, estes magos são como homens poderosos e sábios, possivelmente reis de nações ao leste do Mediterrâneo, homens que por sua cultura e espiritualidade cultivavam seu conhecimento do homem e da natureza esforçando-se especialmente para manter um contato com Deus. Da passagem bíblica sabemos que são magos, que vieram do Oriente e que como presente trouxeram incenso, ouro e mirra; da tradição dos primeiros séculos nos diz que foram três reis sábios: Belchior, Gaspar e Baltazar. Até o ano de 474 d.C seus restos estiveram na Constantinopla, a capital cristã mais importante no Oriente; em seguida foram trasladados para a catedral de Milão (Itália) e em 1164 foram trasladados para a cidade de Colônia (Alemanha), onde permanecem até nossos dias.

Fonte: http://www.acidigital.com/fiestas/navidad/epifania.htm

Epifania do Senhor: Os três “Reis Magos”



A festa da Epifania do Senhor é comemorada no dia 6 de janeiro, e lembra a chegada de sábios do Oriente para adorarem a Jesus Cristo, ainda Menino, e comemora a manifestação da salvação de Cristo a todos os povos. No Brasil, como esse dia não é feriado, é transferida para o primeiro domingo após o dia 1º de janeiro.

A Sagrada Escritura não afirma que fossem reis, mas sim magos ou sábios (mas não no sentido de feiticeiros ou bruxos). Após virem um astro miraculoso a partir do Oriente (a estrela), compreendem o anúncio do nascimento do Rei dos judeus, e partem para prestar-lhe homenagem, a esse Rei tão grandioso, cujo nascimento é anunciado até mesmo pelos astros.

Perdendo a pista desta estrela, param em Jerusalém, onde pedem informações ao rei Herodes. Herodes, conhecido pela sua crueldade e pelo medo de perder o seu trono (Flávio Josefo narra como ele ordenou a execução de dois de seus filhos, Alexandre e Aristóbulo, e de sua esposa Mariana, por temer um golpe de governo), o rei se assusta, juntamente com toda a população, e temem.

A partir das afirmações de Mateus, pode-se deduzir que eles reconheceram na narração dos magos o nascimento do Messias. Por isso, Herodes consulta os os chefes dos sacerdotes e os doutores da Leis, os quais afirmam a profecia de Miquéias (5, 1-3):

Mas tu, Belém de Éfrata, pequenina entre as aldeias de Judá, de ti é que sairá para mim aquele que há de ser o governante de Israel. Sua origem é antiga, de épocas remotas. Por isso Deus os abandonará até o momento em que der à luz aquela que deve dar à luz. Então o resto de seus irmãos voltará para os filhos de Israel. Ele se levantará para apascentar com a força do Senhor, com o esplendor do nome do Senhor seu Deus. E estarão bem seguros, porque agora ele é grande até os limites do país, e ele próprio será a paz.

Após isso, conversa secretamente com os magos, orientando-os a procurá-lo após encontrarem o Menino, dizendo que pretendia adorá-lo. Mas Herodes queria na verdade matá-lo.

Os magos, quando saem da cidade de Jerusalém, avistam novamente a estrela, a qual os conduz até o lugar onde estava o Menino. Lá apresentam os presentes trazidos: ouro, incenso e mirra. Depois, retornam por outro caminho, avisados em sonho para não voltarem a Herodes.

É interessante notar: a Bíblia não afirma mais que eles estavam no presépio, mas sim em uma casa. É provável que o fato narrado não tenha ocorrido de fato no dia do nascimento de Jesus, mas alguns dias depois. Pode ser até mesmo após a Apresentação, pois nessa ocasião Maria e José apresentam como oferta dois pombinhos, sinal de não possuírem qualquer riqueza. A Escritura também diz que a Sagrada Família já estava em uma casa, talvez hospedados por algum parente de José. Pessoalmente, penso na possibilidade de tal encontro ocorrer assim que José e Maria voltaram com o Menino do Templo: os magos veriam a estrela sobre Jerusalém, pois lá estava o Menino, no templo, e dirigem-se para a cidade; mas a Sagrada Família retorna a Belém, sem saber ainda se deveriam retornar a Nazaré ou não.

Mas o mais importante desta narrativa não são o número dos magos ou a data do encontro, mas sim o seu sentido espiritual: o reconhecimento da divindade de Jesus por todos os povos. O ouro é presente para um rei, e, ao mesmo tempo, é um sinal forte da Providência: seria o sustento da Sagrada Família em seu exílio no Egito; o incenso, mais propriamente o olibanum, sinal da oração subindo aos céus e da fé, presente para um sacerdote; a mirra, erva espinhosa e de sabor amargo, um poderoso anti-séptico usado nas mumificações, simboliza a imortalidade e é um presente para um profeta. A mirra também indica o martírio de Jesus: ela é usada na mistura que envolverá o corpo de Cristo depositado no sudário. Há quem também veja o ouro como sinal da realeza, o incenso, da divindade, e a mirra, da humanidade. Por meio de seus presentes, os magos reconheceram em Jesus o verdadeiro Salvador da humanidade, de todos os povos.

Epifania do Senhor: trecho da homilia do Papa Bento XVI sobre os Reis Magos


Eles (os magos) levaram ouro, incenso e mirra. Sem dúvida, não são dons que correspondem às necessidades primárias ou quotidianas. Naquele momento, a Sagrada Família certamente teria tido mais necessidade de algo diferente do incenso e da mirra, e nem sequer o ouro podia ser-lhe imediatamente útil. Mas estes dons têm um profundo significado: são um acto de justiça. Com efeito, segundo a mentalidade em vigor nessa época no Oriente, representam o reconhecimento de uma pessoa como Deus e Rei: ou seja, são um acto de submissão. Querem dizer que a partir daquele momento os doadores pertencem ao soberano e reconhecem a sua autoridade. A consequência a que isto dá origem é imediata. Os Magos já não podem continuar pelo seu caminho, já não podem regressar para junto de Herodes, já não podem ser aliados com aquele soberano poderoso e cruel. Foram conduzidos para sempre pela senda do Menino, aquela que lhes fará ignorar os grandes e os poderosos deste mundo e que os conduzirá para Aquele que nos espera no meio dos pobres, o único caminho do amor que pode transformar o mundo.

Portanto, os Magos não só se puseram a caminho, mas a partir daquele seu gesto teve início algo de novo, foi traçado um novo caminho, desceu sobre o mundo uma nova luz que não se apagou. Realiza-se a visão do profeta: aquela luz não pode mais ser ignorada no mundo: os homens caminharão rumo àquele Menino e serão iluminados pela alegria que só Ele sabe doar. A luz de Belém continua a resplandecer no mundo inteiro. A quantos a acolheram, Santo Agostinho recorda: "Também nós, reconhecendo Cristo, nosso rei e sacerdote morto por nós, O honramos como se tivéssemos oferecido ouro, incenso e mirra; só nos falta dar testemunho dele, percorrendo um caminho diferente daquele pelo qual viemos" (Sermo 202. In Epiphania Domini, 3, 4).


http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2010/documents/hf_ben-xvi_hom_20100106_epifania_po.html