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domingo, 2 de setembro de 2012

Cardeal Martini: "O ser humano é maior que seus pecados"


No último dia 31 de agosto, sexta-feira, faleceu na Itália o cardeal italiano Carlo Maria Martini. Pastor zeloso de seu povo, esteve sempre preocupado com as questões sociais e os grandes desafios pastorais em sua diocese e pelos quais toda a Igreja também atravessava. Incompreendido por muitos, foi chamado de polêmico, progressista e até de herege pelos menos abertos a novas ideias.

Em seus mais de sessenta livros, expressa sua grande preocupação com o futuro da Igreja e dos fiéis, e da necessidade de enfrentar os desafios de um mundo que se afasta continuamente dos ideais cristãos, e precisa de uma resposta adequada aos desafios pastorais hodiernos, como os casais em segunda união, a homossexualidade, a juventude afastada do cristianismo, os não-crentes, os que se afastaram da fé, sem afastar-se da doutrina. Aponta direcionamentos, a necessidade de evangelizar os novos meios, em especialmente a internet, e usar destas ferramentas de uma maneira nova e atrativa. Um exemplo disto foi o apoio dado por ele e pelo cardeal Tucci ao site Viva il concilio, destinado à defesa e à divulgação do Concílio Vaticano II; em uma entrevista, afirmou que se podia usar de outras ferramentas, como a Wikipedia ou mesmo o Facebook, o qual ele afirmou, humildemente, que ainda não sabia muito bem como utilizar.

 Mas o que lhe valeu a má fama foi

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"Reunidos no Inferno": Sobre o valor do Crucifixo





Trecho do meu trabalho literário, intitulado "Reunidos no Inferno", apresentado em 2008 para a Academia Literária Imaculado Coração de Maria, do Seminário Maior Diocesano de Anápolis. No trecho a seguir, uma das personagens, um diabo em meio a uma reunião de demônios no inferno, dá sua sugestão para destruir a Igreja e conquistar mais almas para o inferno.

Vamos desaparecer os crucifixos! Sempre que os veem, os homens sentem-se reconfortados e recordam que Cristo os salvou. Eles estão nas casas, a lembrar aos esposos o amor de Cristo pela Igreja, do qual o Matrimônio é figura; e lembra oas filhos do modelo perfeito de obediência, que foi a Vida do Redentor. Eles estão também nas escolas, onde lembram aos professores e aos alunos de que vã é a ciência quando vai contra Deus e que Jesus é o centro da História humana. Também estão nos hospitais, onde os doentes unem seus sofrimentos aos que Cristo sofreu na Cruz; e desperta nos médicos a consciência do zeloso dever pelos doentes, lembrando-os de que não devem ir contra a vida. Os crucifixos também estão nos tribunais, a lembrar aos juízes de que há uma Lei acima das leis humanas e alertando-os do poder de suas decisões, pois foi por meio de uma sentença que o Inocente foi condenado e morto tão violentamente; também aos réus é consolo, pois lhes dá fortaleza para que reconheçam e arrependam-se de seus pecados, peçam perdão a Deus e à sociedade e aceitem as consequências de seus crimes. Devemos usar de todos os nossos meios e argumentos para que, paulatinamente, os crucifixos sejam removidos e substituídos por símbolos menos expressivos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Vícios e virtudes



VÍCIO

Não é algo incomum ouvir que uma pessoa é viciada em drogas, em jogos, em bebidas, em televisão ou alguma outra coisa. Normalmente, elas são vistas como pessoas dignas de compaixão, presas a alguma coisa da qual não conseguem sair.

O vício é uma coisa ruim. É quando uma coisa má (drogas, bebidas ou mesmo um pecado, principalmente contra a pureza) ou mesmo boa com certo limite (assistir um programa de televisão, jogar videogames ou navegar pela internet) é feita frequentemente pela pessoa e acaba tornando-se um hábito, algo que a pessoa faz ou deseja fazer a todo momento, ainda que não o perceba, ou já não é mais capaz de parar de fazê-lo.

O vício prende tanto a pessoa que ela já não é mais capaz de se controlar diante do objeto de seu vício, e sofre bastante na ausência dele. A pessoa já não é mais livre: tornou-se escrava.

VIRTUDE

Oposta ao vício está a virtude. Sempre é um elogio para uma pessoa dizer que ela é virtuosa: um rapaz é humilde, uma moça é obediente, um menino é asseado, uma menina é pura. Enquanto indicar alguém por um vício é algo ruim (“aquele rapaz é um preguiçoso!”), é um elogio apontar alguém por sua virtude (“veja que moça diligente!”).

A virtude é também um hábito, mas que se refere a uma coisa boa, repetida diversas vezes, de modo a tornar-se algo já próprio ao comportamento da pessoa. Uma pessoa sincera, por exemplo, contará uma verdade que até mesmo a prejudique mais facilmente que uma pessoa mentirosa.
HÁBITOS BONS E HÁBITOS MAUS
Há hábitos bons, os quais devem ser cultivados por todos, e hábitos maus, os quais devem ser evitados.

ALGUNS HÁBITOS BONS
Vícios ou Hábitos maus
  • Obediência
  • Desapego
  • Pureza
  • Castidade
  • Pudor
  • Simplicidade
  • Sinceridade
  • Asseio
  • Temperança
  • Atenção
  • Diligência
  • Silêncio
  • Sinceridade
  • Humildade
  • Pontualidade
ALGUNS HÁBITOS MAUS
  • Preguiça
  • Desatenção
  • Impureza
  • Orgulho
  • Mentira
  • Fofoca
  • Inveja
  • Murmuração
  • Gula
  • Vaidade
  • Despudor
  • Irritação
  • Impontualidade
  • Desatenção
  • Apego
Fonte: Apostila para Acólitos (2008), Rodrigo Demetrio